Autismo: direitos, desafios e o papel do Judiciário na garantia do tratamento
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a interação social e o comportamento. Cada pessoa autista tem um conjunto único de habilidades e necessidades, e o acesso a terapias adequadas — como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicomotricidade e acompanhamento multidisciplinar — pode transformar sua qualidade de vida e inclusão social.
Embora a Lei Berenice Piana (12.764/2012) e a Lei do Plano de Saúde (14.454/2022) garantam direitos como atendimento integral e cobertura para terapias, na prática, famílias enfrentam inúmeras barreiras: negativas de planos de saúde, longas filas no SUS, falta de profissionais especializados e diagnósticos tardios.
Diante desse cenário, o Judiciário tem se consolidado como um caminho eficaz e, em muitos casos, indispensável para assegurar o que a lei já determina. Juízes e tribunais têm reconhecido, repetidamente, que:
Por que o Judiciário é, muitas vezes, a melhor saída?
Exemplo real: Uma decisão do STJ (REsp 1.866.142) determinou que planos de saúde cobrem método ABA por tempo indeterminado, pois o autismo não tem “cura”, mas requer intervenção contínua.
Mas atenção: o Judiciário não precisa ser o primeiro passo
Recomenda-se inicialmente:
A via judicial entra quando o direito é negado ou a espera inviabiliza o desenvolvimento da criança ou adulto autista.